domingo, 31 de maio de 2009

Hoje já não sei

Hoje me sinto doente, de tanta estupidez.

Porque espero ardentemente que alguma coisa divina (?) aconteça...

Aquela constante espera em vão.

Um milagre, uma luz, algum sinal.

Só pra ter a certeza de que os os planos e sonhos não são apenas palavras vazias sem significado.

Queria ter a certeza de alguma coisa.

Isso é porque já não vejo sentido algum em nada.

Tudo esta cinza, o brilho do sol é fosco, não mais sinto, só reajo de uma forma indiferente a tudo.

A comida não tem gosto, o dia não tem cor.

Os abraços não me aquecem, e os beijos não me enlouquecem.

Estou meio "Aninha sem tesão". Meio cinza, meio mole, meio morta.

Por inteira: vazia.

Algo que restou se perdeu completamente agora.

Cadê minha essência? Eu a tinha...

Cadê o sol do meu jardim?

Enquanto minhas flores morrem, aqui estou, sem razão, sem emoção, sem vida...

Nessa espera ridícula.

domingo, 24 de maio de 2009

Como eu pude cometer um erro tão grande?

Como pude fugir do que me faria feliz?

Como pude chatear uma pessoa legal e sensível?

Como pude fazer o que não gostaria que fizessem comigo?

Esse fim de semana fui a pessoa mais escroto que poderia existir...

Me sinto mal, me sinto chateada, me sinto a pior pessoa do mundo...


Como pude te tratar daquele jeito? E fugir fingindo não me importar?

O que posso fazer pra concertar tudo isso?

Eu me sinto assustada com tudo isso...

O que eu faço? Sou tão egoísta...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Larguei!

Porque hoje, sua presença não me alegrou...

Hoje, todo aquele arrepio que sentia ao te ver não me ocorreu...

Porque não me senti inflamar o peito ao te ver...

E o meu coração não se acelerou...

Hoje, você não me fez diferença alguma...

E me senti triste...

E a única coisa que não quero acreditar é na simples pergunta:
(será que todo aquele intenso sentimento era apenas um arrepio sem razão?)

O amanhã está surgindo, e trazendo a certeza de que o hoje já passou.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lembranças.

Toda vez que me lembro de ti, eis que surge em mim, uma enorme vontade de voltar no tempo.
E fazer tudo diferente.

Hoje consigo enxergar os erros tão banais, hoje sei o que deveria ter feito.

Relembro momentos que me exigiam ação, não apenas reação.

Pego o diário antigo e folheio, vejo cada dia e cada bobagem, naquela época todos os dias.
VOCÊ POR TODA PARTE!
Dominava meu pensamento.

Hoje esse posto é de outra pessoa. Mas, de fato, nunca vou te esquecer, pois foi a primeira vez que senti meu peito inflamar, aquela louca vontade de abraçar e estar junto pela eternidade, a primeira vez que senti aquilo (aquele sentimento intenso que não ouso nomear).

Tão intenso, agora distante, agora por outra pessoa.

terça-feira, 24 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Saudades do tempo da menor idade...



"...Me vejo menina, num gramado..."

domingo, 22 de março de 2009

Certas músicas falam por mim...

Oceano
(Djavan)

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim

Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você desagua em mim
E eu oceano
Esqueço que amar
É quase uma dor
Só sei
Viver
Se for
Por você

sábado, 21 de março de 2009

Coisas...

Preciosas coisas apreciáveis:

... Passeios sem destino;
... Amigos bobos;
... Pizza;
... O som do violão;
... Solo de guitarra;
... Sussuros;
... Caminhar a luz do luar;
... Ter em quem confiar;
... Ter alguém pra te jogar a real;
... Tomar banho de praia a noite;
... Chorar de tanto rir;
... Uvas e abacaxis;
... Chocolate;
... Desenho animado;
... Olhares;
... Abraços bem apertados;
... O ronronar de gatos;
... Conversas;
... Vinho tinto suave;
... Rosas vermelhas;
... Bichinhos de pelúcia;
... Adesivos;
... Balas, doces, pirulitos;
... All Star;
... Uma tarde tranquila;
... Ouvir música;
... Fazer alguém sorrir;
... Escrever sem quê nem pra quê;
... Pensar;
... Viver.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A verdade ganha voz.

Num mundo de ilusões, onde verdade é algo inconveniente; por mais raro que seja, ainda existem pessoas que tentam mostrar a verdade!

Como nessa noite!

Sempre tem alguém com experiência o bastante, apesar de pouca idade, que vai te mostrar toda a verdade que você não quis ver, ou não quis acreditar.

Vai mostrar o que é real.

E vai te fazer pensar, pensar e pensar!

E te fazer concluir que é a verdade nua e crua, diante de seus olhos.

O que eu poderia dizer?

OBRIGADA!

quinta-feira, 19 de março de 2009

"Hold you in my arms.

I just wanted to hold you in my arms."

Depois de semanas, tudo aquilo que me tira do eixo aparece fisicamente novamente...

Você!

Digo fisicamente, porque você nunca desaparece por completo, está sempre lá no meu pensamento, apesar de tentar evitar isso.

Toda essa sua personalidade, tudo o que você é, tudo isso me fascina!

E você é mesmo tudo isso.

Às vezes acho melhor não te ver, não saber o que você tem feito, não falar com você.

Mas sempre sinto muita falta disso.

Quero estar por perto.

Queria ter te abraçado forte naquele momento, me contive... Não quero fazer conhecer essa minha admiração.Apesar de pensar que você sabe muito bem o que sinto.

É como da primeira vez que senti algo assim... E comecei a pensar naqueles dois anos desejando estar com aquele alguém...

Sinto que agora terá quase o mesmo desfecho.

Com a diferença de você falar comigo.

Te desejo, te admiro, te quero.

Mas o que mais quero é a sua felicidade (ao meu lado, claro)!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Cicatrizes

A solidão me corrói
Os ponteiros no relógio
Batem como sino em meus ouvidos

As cicatrizes em meus pulsos
Mostram-me a desilusão
Um ato de desespero pra libertar minh'alma
Dessa viagem sem volta

Amigos que nunca tive
O amor prometido nunca sentido
Ignorada a vida inteira
Por quem me trouxe à existencia

Acolhida por aqueles
À quem interessava minha dependência

Um veneno disfarçado em prazeres
O que corre em minhas veias é a mistura de ódio e ácido

salve-me

terça-feira, 17 de março de 2009

Pensou...

No mundo que ama,e nas lágrimas que derrama...

Nessa humanidade terminantemente patética, e em todas as coisas ruins praticadas...

Na chuva que caia fortemente lá fora,e em todos que não tem um lugar pra se abrigar nas tempestades...

No lugar que está agora, e onde queria estar...

Pensou se estava verdadeiramente protegida, ou se apenas se enganara...

E se amor e ódio é o que há em seu peito...

Pensou inconclusivamente durante a chuva (que demorou a passar).

Pensou que pensar é apenas mais uma maneira de passar o tempo, ou alguma forma de tentar se entender...

Frases feitas, imperfeitas e sem conclusão de ideias...

Pensou em livros, naqueles que lê, e naqueles que pretende escrever...

Nos diálogos íntimos, e nas correspondências...

Nas cartas guardadas...

No interminável monólogo em que se encontra, e nas indagações que não cessam...

Pensou...Apenas...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Moralidade X Impulso

Sinto, mas o que é certo pra você, pode não fazer o mesmo efeito em mim.

E o impulso, ainda que previsível, é aquele algo que vai contra o que você acha moral.

Sei que talvez tenha razão... Mas fiz (e faço) aquilo que satisfaz meus desejos intimos.

Aos seus olhos, o que fiz (ou faço) é algo que vai me trazer consequências ruins.

E você diz o que mereço por tais ações...

Não concordo com você e vou passando, cuidado que agora é uma rasante, voo impulsivo para o desconhecido.

Tchau.

domingo, 15 de março de 2009

O Hábito de Não Comparecer a Compromissos.

Bem como o hábito de deixar tudo pra depois, e o de sempre se atrasar me acompanham desde muito.

Sempre arranjar alguma desculpa por não ter estado em tal lugar na exata hora.

Isso me exigi uma imaginação além de minhas condições.

Por isso, não convenço ninguém.

Acabam não sendo mentira, apenas verdades inventadas.

E aquela cara lavada, dizendo que foi por causa da chuva.

Mas o melhor é quando a pessoa que marcou se atrasa e te liga pedindo desculpas pelo atraso, sendo que você nem foi, eu nem tento desfazer o engano...Deixa pra outra né?

Não é crueldade, não chega nem a ser maldade, mas poderia pelo menos falar a verdade.

Um pequeno engano me livrou de pensar em mil desculpas de novo...

sábado, 14 de março de 2009

Big Hot Dog e mostarda.

Alimentação saudável? Exercícios físicos?

Ah, que nada!

"O lance é sedentarismo e morte precoce ;)"

E quando encontro o big hot dog não me controlo...

E esses benditos lanches sempre me atormentando!

Amar comer, odiar cozinhar!

É bem essa a situação!

E ai, repentinamente: uma doença aflige todos os costumes e vícios alimentares.

Agora é superar tudo isso que foi causado por todas aquelas comidas gordurosas e/ou açucaradas!

Esquecer os doces e lanches!

Controlar a alimentação!

E lá vamos nós...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Constância.

Hoje abri um livro numa página qualquer e fui até a 6ª palavra da 3ª frase.

A palavra era constância.

O desejo é ser rápida, e assim mesmo conseguir expressar algo que me valha.

Então... Por quê a existência de tudo isso?

Vamos procurar palavras no livro mais próximo e montar textos enormes sobre o significado que cada um dá à palavra que lhe agradar, ou pelo sentido, ou pela sonoridade, ou até mesmo por sorteio como fiz.

Algo dadaísta, algo que surge do mais profundo pensamento, de nossas percepções.

Não é uma boa proposta?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Daqui pro futuro.

Pensamentos de como seria se fosse o que não sou.

Ou de quem serei daqui pro futuro.

Observando as palavras de uma garota de 14 (quase 15) anos, que pensa e se preocupa muito com seu futuro profissional, levei a pensamento que não me preocupo com o meu.

Um choque?

Claro que não!

Há anos isso não é nenhuma novidade.

Mas e aí?

O que farei daqui pro futuro?

Faculdade? Emprego fixo e prazeroso? Constituir família?

Ter casa? Carro? E mais milhares de coisas?

O que espero e almejo não é isso.

Sinto decepcionar.

Não que eu não queira tudo isso.

O meu desejo é me encontrar e preencher o vazio ainda existente.

O que virá depois, se for o que esperam que eu tenha algum dia, será apenas consequencia.

O que me importa é apenas o motivo da minha existencia, esse vazio, isso que me proporciona a tentar distinguir o que deve ser feito, certo ou não.

Qual será esse motivo?

Esse questionamento é o mais profundo que posso chegar nessa explanação chamada futuro.

Se pensar demais vai dar erro nessa estúpida rede neural.

Talvez por raiva, ou falta de informação.

Melhor deixar assim mesmo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Nada original.

E pouco me importa a sua opinião.

Já não me preocupo tanto com ser original, afinal, quem, de fato, nunca usou palavras escritas por um outro alguém?

Palavras que traduziam exatamente o que se sentia naquele momento?

E é por isso que existem aspas!

Como as palavras em "Nutshell" de Alice in Chains, que hoje traduziam tudo o que eu senti.

E analisando bem esse assunto, tudo o que fazemos não é, de todo, original.

Tudo o que sabemos, as idéias que temos, veio de algo que vimos antes.

E nossa vida é apenas um apanhado das coisas que adquirimos desde o ventre.

O nosso novo e original é apenas uma complementação daquilo que já pensaram milhares de anos atrás.

Então não venha me julgar.

Eu não sentirei culpa nenhuma de ser previsivel e imatura em meus tormentos.

São meus, apesar de conterem tudo o que aprecio, apesar de não serem originais.

Apesar de ser como um filme ruim.

Apesar de não ser nada original.

terça-feira, 10 de março de 2009

Preferindo o silêncio...

Me recolhendo às palavras escritas, pois as faladas não tem coragem de se pronunciarem a você.

E eu preciso entender por que persisto nessa bobagem...

Reli uma carta que não te mandei...

E agora tentando iniciar outra, tendo a começar da mesma maneira que a anterior.
Pedindo que você me desculpe.

Engraçado isso.

Acho que todas as cartas que escrevi tinham esse requisito introdutório: desculpas.

Bom, já reconheci esse vício de estrutura,e essa minha culpa.

Agora, enquanto escrevo isso que você lê, estou sendo adulta (ou quase) e estou completamente chocada.

"Senhora dos silêncios
Serena e aflita
Lacerada e indivisa
Rosa da memória
Rosa do oblívio
Exânime e instigante
Atormentada e tranquila"

Não tenho muitas palavras como pensei.

"Coisa ínfima, quero ficar perto de ti".

O meu embaraço te deseja, quem não vê?

E se eu te disser: Te adoro, e te raptar não sei como dessa aflição de março, para sair do esconderijo num relance?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Chá da tarde, calma e tranquila...

Ou quase!

Mas o quase não interfere!

"Quase um amor, quase um caminho..."

AMOR! Palavra sublime!

Mas o que sinto mesmo é saudade!

Uma saudade enorme!

De pessoas, de momentos, de coisas, tudo que está tão distante de mim agora!

Saudades da rotina insana que era estudar de manhã, trabalhar à tarde e fazer curso técnico à noite!

Mas saudades principalmente dos sentimentos, dos pensamentos, da loucura, da felicidade, de tudo aquilo que eu sentia e fazia!

As pessoas que faziam parte daquela rotina hoje estão um pouco distantes!

A culpa é minha!

Hoje parece que tudo perdeu o sentido!

Tenho tempo de sobra (ou quase), mas nem aproveito.

O que farei com tamanha saudade que machuca meu coração?

domingo, 8 de março de 2009

Escritos Antigos.

Datados de final de 2005 e início de 2006, início da mudança:


Prometo tentar me proteger de mim mesma. Sinto a pressão sobre meu corpo.
Eu não gostei do cheiro da comida!
Eu falhei novamente!
Ignorance is Bliss.(O meu inglês é péssimo).

Quero mais que um dia de sol.
Não é por não falar, não é por não gritar!

O sol não aqueceu o inverno em mim.

Um pouco de amor (o meu próprio) não faz mal a ninguém.

Só que ela não sente a sua falta.
E já se acostumou a não ter ninguém por perto.
No final, ela só quer se amar.

Eu não consigo mais te olhar.
Sei que você vai perceber!

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Que bizarro! Era nessa época que comecei a mudar completamente e espontaneamente.
Isso parece um diário escrito num hospício, um cemitério dos vivos!

Nem eu entendo o que estava sentindo.
Isso me faz pensar: será que um dia realmente me entendi?

sábado, 7 de março de 2009

Escritos de uma outra vida.

Não, o título não se refere à crença de reencarnação. Nem à psicografia.

Apenas se refere à textos meus de um tempo tão longínquo que chega até ser outra vida, um outro eu.

Algo daquela que tem 14 anos, que ri, que chora, e que diz: Eu vou ser!

Aquela que estuda e pensa em fazer faculdade de agronomia.

Aquela que tem clubinho, que masca baba de bruxa, que se irrita facilmente com as amigas e acaba brigando, mas sabe que não viveria sem elas.

Que pensa em realizar seus sonhos num espaço de tempo minúsculo.

Que sonha muito ao ponto de confundir com a realidade.

Aquela, aquela lá! Que tinha em seu pai um homem íntegro, e em sua mãe uma mulher incomparável. Tendo neles as figuras de segurança e compreensão.

Ótimos tempos aqueles!

Sempre diziam pra eu mudar, e quando mudei: não gostaram do que me transformei!

Disseram que não soube amadurecer, que me afastei de meus ideais de vida (quais?), que me perdi no caminho...

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Esse post tomou outro rumo.

Completamente revelador! (Isso não significa que vou deixar de postar!)

Acho que os textos vão ficar pra depois!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Viver o que se diz! Dizer o que se vive!

Lendo Khalil Gibran (favorito!), tento enxergar se há algo biográfico em seus textos.

A conclusão? Ainda não tive.

Mas tenho em minha mente que tudo o que se vive se faz saber pelo que escrevemos.

E tudo o que escrevemos vem daquilo que vivemos.

Nem sempre de forma direta, pois também tem os elementos imaginados.

Como na nossa memória, que os fatos antigos nunca são lembrados como realmente são.

Os momentos vem sempre com um novo prisma.

São as nossas percepções com um pouco de sonho.

São os nossos sonhos com um pouco de percepção.

Afinal, se ficarmos apenas na imaginação a vida não será, deveras, vivida.
E se apenas vivermos sem um mínimo de imaginação, a vida não terá graça.

Preciso ler um pouco mais de Khalil, quem sabe ele não deixou algumas pistas de sua personalidade e vivência?

(Assim como eu, que sempre deixo pedaços meus espalhados por aqui).

quinta-feira, 5 de março de 2009

Narração de Fatos

Começar um texto com narração em terceira pessoa tem sido uma coisa rara ultimamente...

Então vamos lá:

Não é narração de fatos, apenas um breve texto sobre um alguém (não interessa quem) que não é tão interessante assim.

Com seus passos ágeis, caminhando apenas, com olhar de quem se quer mais do que aos outros.
Com conversas de quem se sabe intelectual (ou pseudo intelectual, a palavra pseudo ganhou a boca do povo não acha?) e especial aos olhos de todos.

E assim é: especial.
De aparência singular, de olhar cativante e sorriso encantador (de se apaixonar), e sabendo de tudo isso.

E apesar de todos os atributos de seu ser, apesar de ser uma pessoa amada por muitos, esqueceu de reparar em quem lhe admira com a alma, quem vê seu ser de um jeito que ninguém consegue enxergar.

Os olhos não abrem, e não consegue ver que ali no canto, com o silêncio do olhar, quem lhe admira diz todas as juras de amor dos antigos amantes.

No silêncio. Pois não quer transparecer sua ternura.
Talvez por medo, isso não é revelado.

O enredo é comum, o clímax: talvez um toque, talvez algumas palavras trocadas, talvez um mero gesto, quem saberá? Pois não me atreverei a pensar num final pra esse texto!

Pelo menos não agora!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Razão ou não.

O que fazer quando se perde a paciência com tudo e com todos?
O que fazer quando não se tem ânimo pra sair da cama?
O que fazer se o que deixava feliz hoje já não tem graça nenhuma?
O que fazer quando a essência se perde no meio do caminho?

Hoje não fui pra ETE,não sei o porquê.

Voltei a roer as unhas, voltei a escutar Bauhaus e Joy Division. Voltei a apreciar Pato Fu e Fernanda Takai.

Tudo aquilo que fazia quando estava feliz, ou ansiosa por alguma coisa importante e boa.

Nada virá dessa vez...Essa certeza aflige.

Lendo o que já postei aqui percebi que estou me contradizendo, e me revelando mais do que gostaria.

(Escrever não é isso? contar as coisas dos outros misturando com as suas?)

Diferente do que disse, tenho sido muito sincera, e isso eu não esperava, juro.

Om Namah Shivaya

E apesar do mantra, não tenho compreendido muito bem as coisas.

A partir de hoje, vou me policiar pra não deixar pistas pra você.

Afinal, isso não é meu diário pessoal.

É apenas a liberação de algo que sinto, pela simples necessidade de assim ser.

terça-feira, 3 de março de 2009

[Pequeno Aparte Para Confundir Mais]

Ontem te vi. Fato!
Você parecia estar feliz. Fato!
Isso é bom, bom te ver feliz!

O ruim é não participar da sua felicidade!
O péssimo é ver que não faço efeito nenhum na sua vida!

Te li ontem, e só me aborreci! Outro fato!
Não é culpa sua!
Eu que não faço nada pra merecer...

O meu mundo gira ao teu redor.
Mas o seu mundo está em outro universo.
O que posso fazer pra tocar seu coração?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Castillo de Alusiones

o título refere-se à um texto de Ana Cristina Cesar, assim como as frases que se seguem:
Hoje sou eu que estou te livrando da verdade.
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A paixão, o desejo, as vivências urbanas e as impressões cotidianas.
Assim é a poesia de Ana C.

E o que eu escrevo?

Então não importa se eu vou dizer que é ou não é autobiográfico (?)

Amor, isso não é um blog, sou eu, sou eu que você lê, e é por você que insisto em escrever.

Isso é uma confissão (?)

Tudo! Tudo menos a verdade...

domingo, 1 de março de 2009

Blog novo (!) Vida Nova (?)

A chance de mudar de idéia e recapitular.

Não exatamente... A verdade é que tenho necessidade disso, de escrever sobre dramas.
É a pretensão que nasceu comigo, esse vício que não me larga!
Há muito não escrevia nada!
Senti falta, e resolvi começar tudo de novo.
E acredite, não é por falta do que fazer.
É apenas necessidade mesmo. De auto-afirmação.
Eu até poderia continuar com o outro, com o drama antigo, mas há tantos dramas novos, mentiras novas. (Não importa se você vê ou não vê verdade no que eu digo).

Mesmo tendo certeza que Dori ainda está em mim, isso nada afeta agora.
Pelo menos é o que eu espero...
Escrevo (e digito) com a incerteza de que irá ler, o que me deixa segura.
Escrevo (e digito), portanto, pela mais infantil carência, e pela crença que não possa fazer mais nada nessa vida que me dê tanto prazer.

PS: Minhas desculpas sinceras a você.