quinta-feira, 5 de março de 2009

Narração de Fatos

Começar um texto com narração em terceira pessoa tem sido uma coisa rara ultimamente...

Então vamos lá:

Não é narração de fatos, apenas um breve texto sobre um alguém (não interessa quem) que não é tão interessante assim.

Com seus passos ágeis, caminhando apenas, com olhar de quem se quer mais do que aos outros.
Com conversas de quem se sabe intelectual (ou pseudo intelectual, a palavra pseudo ganhou a boca do povo não acha?) e especial aos olhos de todos.

E assim é: especial.
De aparência singular, de olhar cativante e sorriso encantador (de se apaixonar), e sabendo de tudo isso.

E apesar de todos os atributos de seu ser, apesar de ser uma pessoa amada por muitos, esqueceu de reparar em quem lhe admira com a alma, quem vê seu ser de um jeito que ninguém consegue enxergar.

Os olhos não abrem, e não consegue ver que ali no canto, com o silêncio do olhar, quem lhe admira diz todas as juras de amor dos antigos amantes.

No silêncio. Pois não quer transparecer sua ternura.
Talvez por medo, isso não é revelado.

O enredo é comum, o clímax: talvez um toque, talvez algumas palavras trocadas, talvez um mero gesto, quem saberá? Pois não me atreverei a pensar num final pra esse texto!

Pelo menos não agora!

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