terça-feira, 10 de março de 2009

Preferindo o silêncio...

Me recolhendo às palavras escritas, pois as faladas não tem coragem de se pronunciarem a você.

E eu preciso entender por que persisto nessa bobagem...

Reli uma carta que não te mandei...

E agora tentando iniciar outra, tendo a começar da mesma maneira que a anterior.
Pedindo que você me desculpe.

Engraçado isso.

Acho que todas as cartas que escrevi tinham esse requisito introdutório: desculpas.

Bom, já reconheci esse vício de estrutura,e essa minha culpa.

Agora, enquanto escrevo isso que você lê, estou sendo adulta (ou quase) e estou completamente chocada.

"Senhora dos silêncios
Serena e aflita
Lacerada e indivisa
Rosa da memória
Rosa do oblívio
Exânime e instigante
Atormentada e tranquila"

Não tenho muitas palavras como pensei.

"Coisa ínfima, quero ficar perto de ti".

O meu embaraço te deseja, quem não vê?

E se eu te disser: Te adoro, e te raptar não sei como dessa aflição de março, para sair do esconderijo num relance?

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