Me recolhendo às palavras escritas, pois as faladas não tem coragem de se pronunciarem a você.
E eu preciso entender por que persisto nessa bobagem...
Reli uma carta que não te mandei...
E agora tentando iniciar outra, tendo a começar da mesma maneira que a anterior.
Pedindo que você me desculpe.
Engraçado isso.
Acho que todas as cartas que escrevi tinham esse requisito introdutório: desculpas.
Bom, já reconheci esse vício de estrutura,e essa minha culpa.
Agora, enquanto escrevo isso que você lê, estou sendo adulta (ou quase) e estou completamente chocada.
"Senhora dos silêncios
Serena e aflita
Lacerada e indivisa
Rosa da memória
Rosa do oblívio
Exânime e instigante
Atormentada e tranquila"
Não tenho muitas palavras como pensei.
"Coisa ínfima, quero ficar perto de ti".
O meu embaraço te deseja, quem não vê?
E se eu te disser: Te adoro, e te raptar não sei como dessa aflição de março, para sair do esconderijo num relance?
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